É spam mas não é para apagar. É para ouvir e fazer forward.
Havia duas maneiras de fazermos isto:
Ou arranjávamos um conceito todo trendy para o facto de decidirmos juntar estes projectos em disco ou, simplesmente éramos sinceros e dizíamos o que nos moveu.
Optamos pela segunda hipótese:
Não há conceito. Não há verborreia de adjectivos.
Apenas a música que gostamos de ouvir e que nos inquieta.
É isto o E-SPAM.
E-SPAM001
“A Enchufada reúne o talento que gravita à volta
dos estúdios de Campo de Ourique numa colectânea rica em diversidade.”
Diário Digital
“Não só não é para apagar, como é mesmo para marcar como “importante”, acrescentamos nós.”
Time Out

Nesta primeira edição resolvemos juntar artistas de Luanda a Lisboa. Tal como dissemos, não há conceito. Apenas música. Inclui temas de Buraka Som Sistema, Orelha Negra, PAUS, DJ Znobia, Coca, o F.S.M., Roulet e muitos mais. A compilação saiu com a revista BLITZ no mês de Março e agora está disponível nos habituais sites de música.
Este é o alinhamento (in Blitz)
1. PAUS “Mudo e Surdo”
Os PAUS juntam Joaquim Albergaria (ex-Vicious Five), Hélio Morais (Linda Martini, If Lucy Fell), Makoto (Riding Pânico, If Lucy Fell) e Shela (If Lucy Fell) e, com duas baterias siamesas, fazem tudo o que lhes passa pela cabeça. O primeiro resultado dessas composições espontâneas é este pujante “Mudo e Surdo”.
2. BURAKA SOM SISTEMA “Restless”
São uma das grandes revelações da música feita em Portugal nos últimos anos e, cada vez mais, vão dando que falar no estrangeiro. Depois do EP From Buraka to the World e do álbum Black Diamond , continuam a deitar achas para a fogueira do kuduro progressivo com este infeccioso “Restless”.
3. ORELHA NEGRA “Blessed”
Abençoados com uma capacidade admirável de trabalhar o hip-hop com alma, e travesti-lo de blues, os Orelha Negra evocam mestres do passado para mostrar como a música do presente pode, e deve, ser fresca. “Blessed” é um óptimo exemplo do sentido rítmico e capacidade inventiva destes rapazes de Lisboa.
4. ROULET “Kitamanda”
Projecto de um (jovem) homem só, Roulet vai buscar ensinamentos aos ritmos urbanos para aplicá-los em grande estilo à pista de dança. “Kitámanda” é de audição urgente, evoluindo, a compasso bem estudado, de melodia densa para uma aventura dançável que não dispensa batidas afro-explosivas.
5. DJ RIOT “Mermaid Dub”
Aqui sem os seus Buraka Som Sistema, DJ Riot, nome artístico de Rui Pité, aposta nos ambientes e batidas sufocantes do dub para deixar entrar no seu abrangente círculo musical singelas investidas reggae e dar voz a esta encantatória “Mermaid Dub”.
6. 1-UIK PROJECT “Brada”
O projecto que precipitou o nascimento da Enchufada regressa aqui com um tema que volta a explorar a poesia (e voz) de Kalaf numa base que oscila entre o jazz e a soul, com algumas pitadas de portugalidade. “Brada” é momento intimista e acolhedor em nostálgico fim de tarde lisboeta.
7. BURAKA SOM SISTEMA “Luanda Lisboa” (Nic Sarno RMX)
Cruzando continentes em ligação directa Portugal-Angola, como sempre fizeram, os Buraka Som Sistema entregam em mãos o seu “Luanda Lisboa”, com DJ Znobia, ao italiano Nic Sarno. O resultado é uma remistura que dissolve diferenças culturais para fazer mexer as ancas e bater o pé vigorosamente.
8. DJ ZNOBIA “Pausa”
Angolano de gema, e autodidacta assumido, DJ Znobia leva o som do kuduro que lhe corre nas veias a percorrer outros trilhos neste “Pausa”. Irrequieto e irresistível, o tema atravessa o Atlântico para ir buscar ao Brasil subliminares influências do funk carioca.
9. J-WOW “Off with Yo Heads” feat. Aloe Blacc
Alter-ego de Lil’Jon, dos Buraka, J WOW – que tem no currículo uma bela remistura para Fever Ray, projecto solo de Karin Dreijer, dos Knife – dá largas à imaginação para dotar o seu hip-hop, neste “Off With Yo Heads” vocalizado pelo californiano Aloe Blacc, de ritmos acelerados.
10. OCTA PUSH “Meninas”
Thom Yorke, vocalista dos Radiohead, incluiu um tema deles no seu top de canções para o Halloween e já foram elogiados em revistas internacionais como a Wire ou a DJMag. A dupla portuguesa Octa Push faz dançar até cair com este intrigante e elegante “Meninas”, uma mistura explosiva de dub e afrobeat.
11. YOUTHLESS “Good Hunters”
Os Youthless são Sebastiano Ferranti e Alex Klimovitsky (ambos ex-Three and a Quarter) e dividem o tempo entre Lisboa e Londres. Depois de gravarem com Rory Brattwell (Test Icicles) o EP Telemachy , a banda arregaçou as mangas para oferecer neste gingão “Good Hunters” uma lição electro-rock.
12. DJ ZNOBIA “Me Batem” (Baobinga & I.D. RMX)
As melodias ziguezagueantes e vocalizações guerreiras desta remistura aplicam uma nova roupagem a “Me Batem” do angolano DJ Znobia. Os autores da reinterpretação são Baobinga & I.D., dupla baseada no Reino Unido que em 2007 foi elevada ao Olimpo do breakbeat com o álbum The Big Monster.
13. MACACOS DO CHINÊS “Babilónia”
Os multiculturais Macacos do Chinês já não são desconhecidos: apresentaram-se ao mundo com o EP Plutão e estrearam-se nos longa-duração com Ruídos Reais , no ano passado. “Babilónia” é história suburbana, oferece uma viagem, com problemas na rede do telemóvel, ao centro comercial Babilónia na Amadora.
14. COCA o F.S.M. “Imagina Só”
Directamente de Luanda, o projecto Coca o F.S.M, de Faray sem Mobile, que no passado colaborou com os 1-Week Project, apresenta-se com este “Imagina Só”, tema que junta a voz doce do angolano, em registo jazzy, com ambiências chillout que nascem do som das ondas.





